Archive for the 'Vertov' Category

05
jul
09

Apresentação – Dziga Vertov

04
jul
09

Principais filmes

Algumas Obras:

Câmera olho – Réquiem a Lênin (1924)


camera olho 1924

Essa obra de Vertov foi planejada inicialmente como uma série de seis filmes, mas que no final apenas um foi realizado, a obra foi considerada a mais ambiciosa do teórico, é considerado o filme em que ele domina a relação imagem-som no seu mais perfeito estado.

Vertov procurou explorar a linguagem visual do filme, apenas manipulando seus ritmos, formando um interessante visual urbano que se registrava de uma maneira nunca pensada antes os primeiros anos da vida social da jovem classe operária da época.

Ele ainda afirma que o filme é uma grande orquestra sinfônica do pensamento, mostrando o progresso da sociedade, além dos novos ritmos da vida moderna, abordando a indústria, energia elétrica, carros, aviões além dos altos edifícios.

Um Homem com uma Câmera (1929)


um homem

Um Homem com uma Câmera (1929), é o seu mais famoso filme, a obra retrata o cotidiano diário do cidadão dos anos 20.

O filme se encontra livre da literatura e também do teatro, seguindo muito bem a linguagem cinematográfica, pois há a presença de cortes, enquadramentos, interessantes técnicas de edição como é o caso das sobreposições de imagens que mesmo 80 anos depois, seu conceito ainda é muito utilizado, mudando-se apenas o suporte tecnológico, que hoje é infinitamente superior.

Vertov faz um interessante uso da relação imagem-som, ao longo do filme, que possui uma imponente presença do processo de montagem, a obra acaba por desencadear uma instigante relação de passagem de tempo, diante da visão dos espectadores. Vertov brinca com o tempo, ora acelera, depois retarda, muitas vezes em sincronia com algum som, com essa manipulação das velocidades, é gerada uma sensação frenética da relação espaço-tempo, sem dúvida nenhuma uma obra prima do cinema, com uma épica montagem, tudo sob a direção do mestre Vertov.

Entusiasmo (1931)


Entusiasmo é um filme que apresenta um olhar atento de um pesquisador de laboratório que está em vias de inventar o cinema sonoro.

Logo, considerava-se que os filmes sonoros deveriam ser filmados não ao ar livre, na barulheira das ruas, mas no interior de estúdios perfeitamente isolados.

Vertov produz esse filme considerado também um clássico, que de acordo com Charles Chaplin, se constitui em um filme na qual os ruídos são muito bem encadeados no processo de montagem, se tornando belos, sendo contudo uma “perturbadora sinfonia”.

Três canções sobre Lênin (1934)


Três cançoes sobre lenin


Esse filme foi produzido no ano de 1934, mostra diversas áreas geográficas da União Soviética, desde as européias até asiáticas; além disso  nos apresenta a figura de Vladimir Ilich Lênin (1870-1924), como se ele fosse visto através dos olhos da população, são três filmes de curta-metragem que abordam sua vida, carreira política e a importância de sua figura na História.

Dziga colocou três musicas, de modo a representar o próprio líder Lênin. Ao longo do filme o interessante também é notar o uso de materiais raros coletados por Vertov, tais como imagens e sons da voz de Lênin.

O líder Lênin se destacou como um dos maiores responsáveis pelo desenvolvimento e sucesso da revolução Russa de 1917.

Para saber mais:

Itaú Cultural – http://www.itaucultural.org.br

Territórios – http://www.territorios.org/teoria/H_C_construtivismo.html

Senses of cinema – http://www.sensesofcinema.com

Portal São Francisco – http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/construtivismo/construtivismo-3.php

PASCHOAL, Larissa Bueno. Pôster de cinema e Construtivismo Russo.

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – SP 2006.

CURSINO, Adriana, As Vanguardas Cinematográficas. Núcleo de Roteiro, Montagem e Direção. Cadernos de Textos da escola de cinema Darcy Ribeiro.

02
jul
09

Quem foi Dziga Vertov

Dziga Vertov (1896-1954) foi, sem a menor dúvida, o mais radical de todos os cineastas russos. Influenciado pelo Construtivismo e adepto do Futurismo era um grande exaltador do movimento, dos ritmos das cidades e, é claro, da máquina. Ataca fortemente a representação narrativa, proveniente do drama teatral, e, num ideal do homem, cria o conceito da “máquina-olho” e, consequentemente, o conceito do “cine-olho”. A máquina-olho, capaz de captar e experimentar o tempo e o movimento de modo que o olho humano não pode é ajudada pelo piloto-kinok, o engenheiro, o construtor do filme.

Vertov desenvolve, de forma mais concreta, o método de realização de seu “cine-olho” a partir da montagem. Posteriormente, o cineasta desenvolve o conceito do “radio-olho”, prevendo o surgimento do cinema sonoro, e vendo neste a forma de concretização de sua “Cine-Verdade” (Kino Pravda), que muito mais tarde influenciará o cinema francês da Nouvelle Vague.

Suas principais obras são: “Câmera – Olho”, síntese de todos os principais conceitos do cine-olho; “Réquiem para Lênin”, lançado no ano da morte do líder; ”Um Homem Com Uma Câmera”, obra-prima do cineasta, uma verdadeira aula de técnicas cinematográficas que, por meio da perícia de Vertov, elevou a montagem a níveis nunca antes vistos e “Entusiasmo”, seu primeiro filme sonoro.

Muito jovem ainda Vertov começa a escrever poemas e estuda música durante quatro anos. Com 19 anos começa a estudar medicina, na mesma época em que cria o “laboratório do ouvido” onde registra e monta ruídos de todo o tipo com um velho fonógrafo Pathéphone.
É também nesse período que muda seu nome para DZIGA – palavra ucraniana que significa roda que gira sem cessar e VERTOV – do russo vertet que significa rodar, girar. Também se declara futurista, muito influenciado por Maiakovski.

Após o discurso em que Lenin considera o cinema como o principal meio de divulgação da nova ordem social que se instala na União Soviética, Vertov se põe à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918) tornando-se redator e montador do primeiro cine-jornal de atualidades do Estado Soviético – o KINONEDELIA (Cinema Semana).

Em 1922 cria, com sua mulher Svilova e seu irmão Mijail, o “Conselho dos Três” denominando-se kinoks – um composto das palavras russas kino (cine) e oko (olho). Começam a trabalhar no Kinopravda (Cinema verdade) e produzem 23 números dessas atualidades cinematográficas.

Em 1923 o grupo publica seu primeiro manifesto teórico com o título “A revolução dos kinoks”

Desse momento em diante Vertov desenvolve uma febril atividade tanto prática, de realizações de documentários, quanto teóricas. Todos os seus experimentos com as imagens colhidas do real são objeto de textos-manifestos em que ele declara seus princípios das relações entre olho/câmera/realidade/montagem. Todos os seus experimentos cinematográficos baseiam-se no exercício exaustivo de construção da expressão através da articulação desses quatro elementos.

Para saber mais:
http://www.mnemocine.com.br/aruanda/vertov.htm
http://saisdeprata-e-pixels.blogspot.com/2007/08/alexander-rodchenko-e-dziga-vertov.html
http://oheroisemnenhumemprego.blogspot.com/2009/05/cinema-sovietico.html
http://inverbis.webs.com/cinema.htm