02
jul
09

Quem foi Dziga Vertov

Dziga Vertov (1896-1954) foi, sem a menor dúvida, o mais radical de todos os cineastas russos. Influenciado pelo Construtivismo e adepto do Futurismo era um grande exaltador do movimento, dos ritmos das cidades e, é claro, da máquina. Ataca fortemente a representação narrativa, proveniente do drama teatral, e, num ideal do homem, cria o conceito da “máquina-olho” e, consequentemente, o conceito do “cine-olho”. A máquina-olho, capaz de captar e experimentar o tempo e o movimento de modo que o olho humano não pode é ajudada pelo piloto-kinok, o engenheiro, o construtor do filme.

Vertov desenvolve, de forma mais concreta, o método de realização de seu “cine-olho” a partir da montagem. Posteriormente, o cineasta desenvolve o conceito do “radio-olho”, prevendo o surgimento do cinema sonoro, e vendo neste a forma de concretização de sua “Cine-Verdade” (Kino Pravda), que muito mais tarde influenciará o cinema francês da Nouvelle Vague.

Suas principais obras são: “Câmera – Olho”, síntese de todos os principais conceitos do cine-olho; “Réquiem para Lênin”, lançado no ano da morte do líder; ”Um Homem Com Uma Câmera”, obra-prima do cineasta, uma verdadeira aula de técnicas cinematográficas que, por meio da perícia de Vertov, elevou a montagem a níveis nunca antes vistos e “Entusiasmo”, seu primeiro filme sonoro.

Muito jovem ainda Vertov começa a escrever poemas e estuda música durante quatro anos. Com 19 anos começa a estudar medicina, na mesma época em que cria o “laboratório do ouvido” onde registra e monta ruídos de todo o tipo com um velho fonógrafo Pathéphone.
É também nesse período que muda seu nome para DZIGA – palavra ucraniana que significa roda que gira sem cessar e VERTOV – do russo vertet que significa rodar, girar. Também se declara futurista, muito influenciado por Maiakovski.

Após o discurso em que Lenin considera o cinema como o principal meio de divulgação da nova ordem social que se instala na União Soviética, Vertov se põe à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918) tornando-se redator e montador do primeiro cine-jornal de atualidades do Estado Soviético – o KINONEDELIA (Cinema Semana).

Em 1922 cria, com sua mulher Svilova e seu irmão Mijail, o “Conselho dos Três” denominando-se kinoks – um composto das palavras russas kino (cine) e oko (olho). Começam a trabalhar no Kinopravda (Cinema verdade) e produzem 23 números dessas atualidades cinematográficas.

Em 1923 o grupo publica seu primeiro manifesto teórico com o título “A revolução dos kinoks”

Desse momento em diante Vertov desenvolve uma febril atividade tanto prática, de realizações de documentários, quanto teóricas. Todos os seus experimentos com as imagens colhidas do real são objeto de textos-manifestos em que ele declara seus princípios das relações entre olho/câmera/realidade/montagem. Todos os seus experimentos cinematográficos baseiam-se no exercício exaustivo de construção da expressão através da articulação desses quatro elementos.

Para saber mais:
http://www.mnemocine.com.br/aruanda/vertov.htm
http://saisdeprata-e-pixels.blogspot.com/2007/08/alexander-rodchenko-e-dziga-vertov.html
http://oheroisemnenhumemprego.blogspot.com/2009/05/cinema-sovietico.html
http://inverbis.webs.com/cinema.htm

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2 Responses to “Quem foi Dziga Vertov”


  1. julho 8, 2009 às 3:28 pm

    Hi, this is a comment.
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  2. 2 Adriano
    julho 8, 2009 às 5:01 pm

    O negócio é colocar conteúdo nessa bagaça! eheh


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